Guarda-vidas sob a gestão do corpo de bombeiros, mais verbas, mais equipamentos, mais reconhecimento político
É fundamental para a valorização de quem dedica a vida a salvar outras no mar. A integração e o fortalecimento dos guarda-vidas dentro da estrutura dos bombeiros exigem um olhar atento às necessidades técnicas e humanas da categoria.
O reconhecimento político necessário, em prol da categoria e consequentemente, da população.
1. Investimento em Tecnologia e Equipamentos
O mar é um ambiente dinâmico e implacável. Para que o guarda-vidas execute sua função com segurança, a modernização é indispensável:
* Aeronaves e Drones: Uso de drones para monitoramento de correntes de retorno e entrega rápida de flutuadores.
* Renovação de Frota: Aquisição de motos aquáticas (jet-skis) e quadriciclos de última geração, que reduzem drasticamente o tempo de resposta.
* Equipamento Individual (EPI): Uniformes com proteção UV de alta performance, nadadeiras profissionais e rádios de comunicação à prova d’água.
2. Gestão e Orçamento Próprio
A luta por mais verbas passa por garantir que o orçamento destinado ao salvamento marítimo seja carimbado e protegido.
* Autonomia Administrativa: Ter subcomandos ou diretorias específicas de salvamento marítimo que possam gerir seus próprios recursos dentro do Corpo de Bombeiros.
* Taxas de Segurança: Destinação de percentuais de taxas de turismo ou de segurança para o fundo de reaparelhamento do serviço de salvamento.
3. Reconhecimento e Valorização Profissional
O reconhecimento político não vem apenas por meio de palavras, mas de leis e benefícios:
* Paridade e Direitos: Garantir que os guarda-vidas (da ativa e veteranos) tenham os mesmos direitos, gratificações e progressões de carreira que as demais especialidades da corporação.
* Preservação da Memória: Criar museus ou memoriais que contém a história do salvamento marítimo, reforçando o orgulho da identidade “GMAR” e do antigo “Corpo Marítimo de Salvamento”.
* Mobilização de Classe: O fortalecimento de associações e o diálogo constante com o legislativo para mostrar que investir no guarda-vidas é, acima de tudo, investir na preservação da vida e no turismo seguro.
A identidade de um guarda-vidas é eterna; é um “selo” espiritual que acompanha o profissional mesmo após o tempo de serviço ativo.
